Quando os mais optimistas já davam por ultrapassada a crise económica internacional, eis que ela entra numa nova fase, com a chamada crise da dívida soberana da Europa.
Quando os princípios do neoliberalismo pareciam ter sido enterrados pela crise, depois de o “mercado” se ter demonstrado incapaz de resolver fosse o que fosse e os Estados investirem maciçamente para salvar empresas e sistema financeiro, eis que eles ressurgem em pleno, com as pressões para os cortes orçamentais generalizados e cegos, atingindo no coração os estados sociais.
É sobre esta nova fase da crise económica que fala este dossier, que manteremos actualizado permanentemente. Nele, o leitor encontrará um leque de opiniões e análises alternativas às que todos os dias saem nos órgãos de comunicação social mainstream. Vale a pena, pois, visitá-lo com frequência.
Este artigo documenta o enorme poder e influência que a banca dos países do centro da UE têm sobre o Conselho Europeu, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. Por Vicenç Navarro. Ler Mais
O mais revoltante é que, depois de terem sido os maiores beneficiários da magnanimidade do governo nos últimos anos, são precisamente as elites de Walll Street que agora atacam a política fiscal do governo como “irresponsável” e “insustentável”. Por Marshall Auerback, new deal 2.0. Ler Mais
A Grécia é um microcosmo de uma guerra de classes moderna que é raramente relatada como tal e que é combatida com toda a urgência do pânico entre os ricos imperiais. Por John Pilger. Ler Mais
Em entrevista ao jornal Washington Post, o economista norte-americano James K. Galbraith critica a receita ortodoxa que recomenda o corte de gastos públicos como maneira de enfrentar a crise. Para ele, o que está a acontecer na Europa é desolador. Ler Mais
A pretexto da dívida pública, o neoliberalismo tem uma ocasião sem precedentes para impor a sua lógica derradeira: transferir uma parte cada vez maior dos rendimentos dos assalariados, dos reformados e dos desempregados para os grandes detentores do capital. Por Dominique Plihon e Aurélie Trouvé, publicado no Le monde.fr Ler Mais
Na realidade, os mal denominados mercados têm muito pouco de mercado. São bancos com muito lucro e poucos riscos. Se os mercados financeiros fossem mercados de verdade, os bancos teriam de absorver as perdas em investimentos financeiros falidos. Por Vicenç Navarro Ler Mais
Até os mais consistentes e autorizados comentadores se aperceberam que as enormes somas reunidas com dificuldade para «salvar a Grécia» são efectivamente destinadas a salvar.... os investidores: bancos, fundos e outros credores internacionais. Por Frédéric Lordon Ler Mais
É fácil demonstrar que a causa dos problemas dos países com grandes dificuldades não é a despesa pública excessiva. Na realidade, todos eles (Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda) têm, em percentagem do PIB, uma despesa pública mais baixa que a média da União Europeia dos Quinze Por Vicenç Navarro revista digital Sistema Ler Mais
O “plano de salvamento” adoptado pela União Europeia (UE) e pelo FMI impede os debates e medidas democráticas que há que impor na Grécia e em toda a Europa: abertura dos livros de contas (dos estados, dos bancos, das empresas) e balanço do fracasso da UE neoliberal como atesta o recurso ao FMI. Artigo de Hugo Harari-Kermadec, Catherine Samary Ler Mais
Nesta entrevista da Democracy Now, Amy Goodman convidou Tariq Ali e Mark Weisbrot para debater a crise e a resposta popular na Grécia. Ler Mais
Zapatero anunciou, entre outras medidas de redução de despesas, a baixa de 5% dos salários dos funcionários públicos em 2010. As centrais sindicais opõem-se e falam de contestação nas ruas. Ler Mais
Na madrugada desta segunda-feira os ministros das Finanças da União Europeia aprovaram a criação de um novo “mecanismo de estabilização financeira”. Ler Mais
No caso grego quem está no banco dos réus não são os bancos freneticamente especulativos, mas os Estados sociais. A falência pública grega beneficiaria a quem? Por Michael Kratke. Ler Mais
Uma geração de meninos e meninas da Europa oriental será pobre quando chegar à idade adulta devido ao prolongado desemprego dos seus pais. Por Pavol Stracansky, da IPS. Ler Mais