Autor/a

Antón Gómez-Reino Varela, coñecido como Tone. Activista en diversos centros sociais galegos. Membro de FugaEmrede e da Rede de Dereitos Sociais da Coruña. Membro do Consello do Foro Social Galego. Forma parte do Consello Editorial de Altermundo.

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De esquerdas e movimentos. Tomar partido
De esquerdas e movimentos. Tomar partido

Vivemos baixo o furacám dum ciclo histórico no qual é dificil nom dar passos adiante e comprometer-se, aventurándo-se mesmo no campo aberto da experimentaçom política.

Um momento no que a quebra do sistema económico e a fractura com qualquer vestígio de equilíbrio social clarifica as palavras de Gramsci: é precisso tomarmos partido, repudiando a indiferença e indolência do "peso morto da história" e arriscar construindo, em palavras de Cioran “a heresía como única posibilidade de vigorizar a conciência” . Experimentar e construir alianças mediante a heresía política.

Neste sentido, e ante os urgentes acontecimentos que estám a destruir o mundo que conheçemos penso que a defessa do campo politico próprio, no meu caso particular o da Autonomia dos movimentos sociais, nom pode ser um obstaculo para impulsar dimenssons políticas plurais de intercâmbio entre movimentos e aparatos representativos da nacional.

Mas imerso nas recomposiçons e perentórias dinámicas políticas que atravesam o pais, nom podo senom determe para expor umha breve deliberaçom produto de analisar e valorar de forma (auto)crítica as confusas e apresuradas relaçons que estam a darse entre os movementos do abano social e os partidos da esquerda representativa.

Lembrava Nietzsche "quando a casa está a arder, um olvida-se até da comida". Porem ante o inquietante horizonte de ofensiva neocon do Régime, auténtica Contrarrevoluçom, nos movimentos faríamos mal em contorsionarnos para acelerar alianzas com esquerdas do campo institucional. Convertiríamos o possível em inverosímil, lapidando no caminho un património político e organizativo diverso que tem sido capaz nos últimos decénios de albergar vagas de mobilizaçom (LOU, Prestige, Nom a Guerra, Dereito a Vivenda, ,..) capaces de alterar notavelmente a agenda poĺítica do establishment de esquerda e direita.

Assim mesmo, nom deveríamos esqueçer que a forma central de reforçar-se que tem o poder capitalista é a de despraçar parcialmente os problemas e demandas, separarnos e romper o vínculo social. É neste sentido que a centralidade da nossa luita como colectivos sociais deve ser a de fazer confluir experiencias, luitas e fundamentalmente, aprofundar os espaços do comúm, criar Contrapoder.

Dito isto, e comprendendo a urgência insoportável que nasce na despossessom acelerada que estamos a sofrer, é importante nom rechaçar de forma pueril a intervençom política dos movimentos na criaçom de novas ferramentas políticas, também no institucional. Nom obstante, semelha precisso pensarmos vários elementos, procedimentos, tempos e formas, para que a relaçom actual entre activistas, militantes e esquerda representativa nom remate por devorar os territorios de intercâmbio e as esperanças políticas compartidas.

Cumpre sinalar, inicialmente que a sociedade civil organizada, os movimentos autónomos, som o único motor de transformaçom possível capaz de criar fluxos ideologicos e estados de opiniom que desemboquem numha radicalizacom democrática e num câmbio de poder politico institucional. Pero, sobre todo, os aparatos da esquerda política, existentes ou por criar, deveríam ser suficientemente lúcidos para comprender que apenas umha forte corrente social autónoma baseada nas experiencias quotidianas de luita pode tezer as redes que vertebrem hipotéticas accons de governo realmente transformadoras.

Em segundo lugar, apresenta-se como central que os partidos reflexionem sobre as formas de organizaçom social contemporánea e as suas potencialidades enterrando no passado, dumha vez por todas, o erroneo e vetusto antagonismo entre o espontáneo como elemento nocivo, e o consciente encarnado no partido, como aglutinador sensato e  conseqüente.

Fai-se urgente reflexionar ademais sobre o ciclo presente e afirmarmos que, no tempo onde todas as forças políticas pregonam insistentemente a sua vontade de ser voz de débiles e altofalante dos movimentos sociais, o seu afám de reproduçom (orgánica, social, electoral,..) traslada ao campo social as suas lógicas de competiçom e disputa. Fai-nos de esa forma viver um persistente cenario de pressons aos movimentos sociais em demanda duns alinhamentos partidarios que, ademais de alheios a cultura poĺitica dos movementos, demostram-se como absolutamente nocivos para os percorridos das luitas sociais.

Finalmente, é umha evidência que a cooptaçom segue a ser um problema central a hora de pensarmos os protestos sociais na Galiza contemporánea. Porem, é vital reivindicar respeito e atençom cara a Autonomia dos movimentos e chamar a atençom sobre a necesidade de que continuem a contar entre as suas filas com gentes que, pola sua experiência ou habilidade, facilitam a potência de articulaçom das sinérgias sociais. A sistemática vontade por extraer pessoas activas dos movimentos para as lógicas partidarias desinfla o tezido social, desabita as experiências de conflito, e descabeça as redes de mobilizaçom no seio da sociedade num momento onde a construçom de contestaçom e alternativas so pode levantar-se de abaixo para acima.

A construçom dum bloco social antagonista ou dumha nova cultura política nom passa pola recomposiçom da esquerda. É algo máis profundo e gradual. Passa pola composiçom dum novo campo político de participaçom e representaçom desde a cidadania crítica. Precissamos pois umha profunda metamorfosis que saiba nascer no heterogéneo mosaico que compóm o universo social de resposta.

Simplesmente no fortelecimento dum movimento popular que entenda a comunidade como identidade, mas também como prática colectiva, podem-se deixar atrás esquemas de esquerda subalterna. Aquela que cre ganhar ao nom perder e que afoga, no seu percorrido, as dinámicas sociais.

Concluindo. Castelao dizía, "a luita nobre e leal das ideias é o que asegura a evoluçom". É precisso evoluir colectivamente. Abrirmos um novo tempo acompanhado dum inédito marco de pensamento e actuaçom no pais. Um tempo no que artelharmos um movimento amplo e radical onde as vontades hegemonizadoras quedem desdibuxadas num universo comum de esperanças, alianças e políticas de transformaçom. É hora de tomar partido, si. Para resistir juntxs, fazer saltar polo ar o debate claustrofóbico, artelhar a utopia política e com Walter Benjamín, "acender no presente a chispa da esperança futura".

Tirado de Praza
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