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Demasiadas doses de injustiça
Demasiadas doses de injustiça
 Varios activistas do colectivo galego de acción global FugaEmRede acaban de regresar dunha nova visita a . David Bruzos e Antón Gomez-Reino falannos das novas e agresivas estratexias de gobernanza ís e das posíbeis novas estratexias de resistencia dunha Palestina que segue a (mal)vivir amurallada.

A Palestina Histórica ou a experimentaçom: as novas formas de governanza vs as novas prácticas de boicote

Impressionante imagem do Muro da Vergonha no campo de refugiados Shua’fat, próximo a Jerusalém FOTO: FUGAEMREDE

O unilateral e violento nascimento do estado de Israel o 14 de maio de 1948 com umha povoaçom formada por 630.000 judeus, motivou o despejo pola força de preto de 914.000 refugiadxs árabe-palestinianxs convertidos hoje, segundo datos da UNRWA (Agencia das Naçons Unidas para xs Refugiadxs Palestinianxs) em máis de 4,4 milhons de refugiadxs, ao cabo, individuos exiliados com fracos ou nulos direitos civís e políticos.

Palestina, terra muralhada. O Muro dos Lamentos, numa ceremónia militar. FOTO: FUGAEMREDE

Aquel tempo/espaço entre o 14 e o 15 de maio de 1948 denominado colectivamente pola comunidade palestiniana como a Nakba –a ‘tragedia’ ou a ‘catástrofe’– foi o ponto de partida da limpeza étnica de Palestina que como nos lembra Ilan Pappe, –destacado académico dos "novos historiadores" de origem judeu e cidadanía israelí exiliado na actualidade fora de Israel polo constante acoso sufrido desde as posiçons judeas ortodoxas– leva inserta no seu ADN histórico a destruiçom sistemática das formas de vida (aldeas, povos, vilas, lugares espirituais,…) que davam soporte subjetivo a realidade material da comunidade árabe na Palestina Histórica. Porem, até 6 guerras –1948, Guerra de Suez (1956), Guerra dos Seis Días (1967), Guerra do Yon Kippur (1973), Primeira Guerra do Líbano (1982) e Segunda Guerra do Líbano (2006)– e dúas Intifadas (levantamentos populares palestinianos de 1987 e 2000) tenhem posto em evidencia a natureça impositiva e insostível do status quo colonial sionista. Contudo, é claro que a pervivencia do conflito está fortemente sustentada na centralidade de Israel como ponta de lança da governanza occidental –o binomio político-cultural EUA máis a UE– que impide a materializaçom ideológica e efectiva de umha aliança regional árabe de contestaçom fronte a um modo de mando occidental ainda tendencialmente unilateral. Entrando pois na lógica de umha análise breve sobre o encaixe das temáticas centrais do conflito a nivel de política geoestratégica, cumpre visualiçar o mesmo como um campo de experimentaçom eficientísimo em dous eixos centrais para o capitalismo neoliberal contemporáneo: primeiro, a gestom do territorio e dos recursos naturais, e segundo, as políticas de controlo e ordenaçom das povoaçons. No campo da reorganizaçom e expolio de recursos e bens comúns, o exemplo israelí é sintético para occidente. Máis da metade das fontes hídricas que nutrem de agua ao estado sionista som extraídas dos territorios ocupados de Cisjordania. Alem do máis, o equilibrio entre patrimonio natural e consumo humano está claramente ameaçado nos territorios ocupados pola urbanizaçom –asentamentos de colonos– e o desenvolvemento de superficies irrigadas em base a exploraçom de monocultivos, pilar central da politica agraria sionista. A modo singelo a situaçom é matemáticamente clara: Israel usurpa o 85% das fontes hídricas palestinianas. No que tem a ver com o territorio e a constante construçom de asentamentos de colonos, a politica de fragmentaçom tem umha dupla lectura: posibilitar materialmente a ocupaçom física de grandes zonas dos territorios ocupados de Cisjordania por asentamentos situados nas zonas máis ricas e com maior capacidade de produçom, e someter a povoaçom palestiniana a um control constante de movimentos entre enclaves militarmente ailhados por máis de 600 postos de control. Por riba de cinco milhons de pessoas vivem sitiadas em pequenos arquiopélagos de territorio entre a franxa de Gaza e Cisjordánia; entre elas, preto de um milhom desenvolvem a súa qotidianidade em campos de refugiados, auténticos "lager" –campo de concentraçom em alemám– nom formais. Pero, que significa a politica de segregaçom sionista nas vidas concretas de milhons de pessoas? Em que se traduz está nova fórmula de governo colonial? Poderíamos dizer que é traduzivel a imposibilidade administrativa para ejerçer a livre movilidade de pessoas, podería-mos traduzi-lo no sistema de documentos de identidade que sinala se o seu poseedor é ou nom judeu, pode significar também um sistema de estradas de uso exclusivo para colonos em Cisjordania, significa alem do máis as restriçons no acesso a propriedade sobre a terra que, no estado de Israel está reservado quase exclusivamente aos judeus, e incluso significa, afondando na complexidade vital dos miles de árabes palestinos que vivem no estado de Israel como cidadans de segunda, o desenho racista de umha lei que impide a reunificaçom familiar de estes palestinos residentes numha sorte de exilio interior. Finalmente, como sinalam nos últimos tempos analistas e activistas contra a ocupaçom, Israel tem-se convertido na racista e tolerada etnocracia occidental no medio oriente, um laboratorio onde ambas políticas, o control dos recursos e bens comúns e a formalizaçom administrativo-militar de novas geografías demográficas e territoriais, som dous focos de importancia para o desenvolvemento estratégico de occidente que tenhem na Palestina Histórica um campo de prácticas de primeiro ordem.

Novas prácticas de boicote

Más, que fazer desde a sociedade crítica? Como desequilibrar a balança cara ao lado da justiça, do respeito aos direitos individuais e colectivos? Desde as diversas redes de apoio a causa palestina estám desenvolvendo-se dúas estrategias principais. Primeira e fundamental, fortaleçer e legitimar as diversas redes palestinianas de resistencia autónoma. Comites Populares e outras prácticas colectivas contra a ocupaçom que estám imbricando-se em confluencias globais com iniciativas como a Rede Internacional em Apoio ao Movimento Popular de Resistencia Nom Violenta (www.internationalpopularstruggle.org) que apresentou-se no maio passado na aldea palestiniana de Bil’lin, símbolo global da resistencia activa contra o Muro da Vergonha. Finalmente debatendo colectivamente desde iniciativas de difussom, concienciaçom ou solidariedade como a da (Boicot, Desinverssons e Sançons www.bdsmovement.net) e tantos outros dispositivos e campanhas críticas com o régime de ocupaçom israelí, estreitamente ligadas a acelerar contradiçons e motivar posicionamentos de actores locais e internacionais num conflito que leva ja aparelhadas demasiadas doses de injustiça.

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