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Activista galego. Membro do Consello Editorial de Altermundo.

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O fim da I Globalizaçom
O fim da I Globalizaçom

Santiago Alba Rico: "Tenhamos muito cuidado em Europa: ninguém nos vai avisar quando chegue o fascismo nem serquer se vai apresentar -seria absurdo- com esse nome. Tenhamos cuidado: nom vamos reconhecer o nazismo quando regresse porque falará de novo, como entom, de paz e civilizaçom, de valores e normalidade".
Senhores, não estejam tão contentes com a derrota [de Hitler]. Porque embora o mundo se tenha posto de pé e teha detido ao Bastardo, a Puta que o pariu anda quente novamente. 6/5/1945, Bertolt Bercht refirindo-se ao capitalismo como causa do fascismo.

Dizia Karl Marx, recentemente até invocado agora por importantes banqueiros, no XVII Brumário de Luís Bonaparte que a história repete-se umha vez como tragédia e outra vez como farsa. A globalizaçom nom é nem muito menos um fenómeno novo, dando-se a primeria durante a hegemonia no sistema-mundo capitalista do Império británico. Foi a era do capital (para Hobsbawn entre 1848-1870) e o tempo do laissez-faire também avalado entom pola crise de 1870, mas cuja ortodoxia se manteve até o crack de 1929 e conduziu a duas guerras mundiais. Na segunda globalizaçom as crises análogas fôrom a Guerra do Vietnam que marcou a crise-sinal da hegemonia dos EUA e a crise de 2008, comparável em este sentido com a de 1929.

Após as guerras napoleónicas também se produzira umha concentraçom sem precedentes até entom de recursos sistémicos, financeiros e militares em maos de apenas um Estado, o Império británico. Este empregou três mecanismos que teriam também presença destacada na hegemonia norte-americana após 1945: repressom , reforma e debilitamento do poder dos grupos subalternos mediante processos de expansom económica a escala mundial, ou seja "globalizando" (globalizaçom é um eufemismo de imperialismo) com o laissez-faire que beneficia aos que na situaçom de partida estám em melhores condiçons para competir (no entanto o peso da "reforma" é infinitamente superior no caso da hegemonia norte-americana). Se a imagem da Sociedade de Naçons era o estado policial do XIX o da ONU era o estado do bem-estar do XX.
 
A partir de 1917 irrompe a URSS, um desafio revolucionário que inçará esperanzas nas classes trabalhadoras por toda a parte. Este desafio somado à experiência da Grande Depresom de 1929 e do fascismo convenceu os grupos dominantes das principais potencias imperiais da necessidade de reformar o sistema-mundo capitalista da I globalizaçom. Existia um consenso amplo de que a economía e a política do laissez-faire contribuíran para o caos social e político do período 1914-1945 e portanto as liçons do New Deal eram aplicáveis por toda a parte.
 
O presidente norte-americano Woodrow Wilson elaborou umha alternativa reformista ao chamamento de Lenine à "revoluçom mundial" e a "rebeliom contra o imperialismo", que consistiu  em catorze pontos e no chamamento à autodeterminaçom dos povos e ao século "do homem corrente". No entanto, na altura o Congresso rechaçou aquela medida, mas também Lenine fracassara após a derrota da revoluçom em Alemanha o ascenso do fascismo em Itália. Já que logo, na década de 20 os triunfadores eram novamente os que propunham o restauracionismo dentro dum caos sistémicos (como que vivemos desde 2008 sem sombra de dúvida). Porén o contexto era diferente ao do período 1840-1860 e a classe operária (embora as derrotas sofridas) contava com maior poder para enfrentar o laissez-faire já que os governos tinham que preocupar-se polos níveis salariais e as condiçons de vida dos cidadaos que participavam nas eleiçons.  
 
A comisión internacional de Genebra sobre o ouro forçou políticas de "axuste estrutural" (como os ultraliberais após o colapso de Bretton-Woods) em determinados estados para conseguir supostamente moedas saludáveis (convertíveis). Estas políticas do shock gerarom graves transtornos sociais e os governos tinham que decidir entre a confianza dos mercados financeiros e o resultado das eleiçons democráticos. Así a fuga de capitais tivérom um papel importantíssimo, tanto no derrocamento dos governos liberais na França como no desenvolvimento do movimento nazi em Alemanha. Enquanto isso acontecia os partidos social-demócratas viam-se afastados do poder (Austria, 1923; Bélgica e França em 1926; e Alemanha e Grande Bretanha em 1931) ao tempo que se reduziam os serviços sociais e se esgaçavam as resistências dos sindicatos para "salvar" a moeda.
 
A restauraçom do padrom-ouro converteu-se num símbolo de solidariedade mundial na década de 1920 na retórica do establishment até que o crack de 1929 devolveu o mundo à realidade: os mercados livres nom se recuperárom embora se sacrificaram os governos livres. Aí emergeu o fascismo na década de trinta após governos eleitos nas urnas impor políticas autoritárias com o apoio do "liberalismo económico". 

Así, o New Deal, os planos quinquenais soviéticos, o fascismo e o nazismo fôrom respostas à necessidade de liscar dum mercado mundial em desintegraçom e refugiar-se na economia "nacional". Todos estes projectos opunham-se ao laissez-faire e respondiam ao desafio do desemprego massivo. O desemprego reduziu-se com umha rápida expansom industrial que, no entanto, exacerbou outras contradiçons e antagonismos na procura de novas fontes de matérias primas (como por exemplo hoje China, Rússia e a Índia compitem polo mercado africano e de Oriente Próximo e Medio com os EUA e Eurolândia). Umha das mais importantes os vencelhos entre recursos militares e industriais que som claríssimos nos EUA desde a guerra das galaxias de Reagan e em China também desde a vía socialista de mercado.

Em definitiva, a obtinaçom polos dogmas da teologia da ortodoxia do livre mercado conduziu para duas grandes guerras, que exterminárom milhons de pessoas e jogárom à miséria outras tantas, para o fascismo, como soluçom burguesa perante a ameaça dumha revoluçom para implantar umha ditadura de classe esmagadora, e, por último, para continuar com a destruiçom critativa do capitalismo, alheia entom aos límites do planeta que se apresentam sem ambagens hodierno e complicam a emergência dum novo desarrollismo no Sul e do keynesianismo nos estados do centro do sistema-mundo capitalista. Era a hegemonia norte-americana que emergia do caos de 1914-1945, homologo do nosso de 1973 que ainda nom sabemos quando (mas sim semelha infelizmente como) pode acabar.

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1 Comentario
  1. […] lá vertidas. 1Fente Parada, Antom (2011): “O fim da I Globalizaçom” em Altermundo: http://www.altermundo.org/o-fim-da-i-globalizacom/   Fente Parada, Antom (2001), “O I fim da I Globalização: a esquerda” […]

 
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