Fugindo da melhor das tradiçons galeguistas, a maior parte do movemento de reivindicaçom nacional tem rejeitado a vía da posta em valor do nosso pais nas esferas políticas da esquerda global.
Desde o ponto de vista do nacionalismo galego, alternativa de governo com poder político e postulante activo a ocupar posiçons hegemónicas no campo social avançando desde o terreio institucional, a miopía ao respeito da questom de ponher a Galiza no mapa global tem sido relevante.
Tomando como experiencia o (vice)governo Quintanista, o jeito de abordar a questom tem-se situado fora dos marcos de actuaçom de um pretendido governo progresista, fugindo de alianças ou afinidades com realidades que desde o poder institucional estám marcando passos á esquerda no planeta e com umha política exterior caracteriçada polo provincialismo de pensar o pais como umha marca comercial exportável baixo os clásicos estereotipos impostos.
No que atinge ao abano da esquerda independentista, actuando de forma antagónica as referencias catalás ou bascas, a subjetividade preponderante tem sido a de sugerir a ideia de que aquelas pessoas e colectivos interessados em fazer valer a ideia da Galiza na constelaçom de movementos globais som umha sorte de aventureiros, quando nom auténticos acomplexados, que em realidade tratam de buscar longe do pais o que nom atopam nas singularidades do proprio.
Pero, que hai dos movimientos sociais, da cidadanía organiçada em geral? A excepçom de dinámicas concretas vinculadas ao tezido de centros sociais, de colectivos específicos sectorialmente interessados na questom internacional (Altermundo, Amarante, Implicadas, FugaEmRede, Fundación Galiza Sempre..) ou, em tímidas ocassons, do ambientalismo em defessa da terra, a dificultade para fazer um analise complexo do contexto global tem feito que muitos dos movementos populares do ámbito nacional ficaram orfas de referencias e alianças além o checkpoint simbólico dos Ancares.
Porem, que fazer no futuro? Semelha imprescindível abrir umha discussom plural ao fío da necesidade de ponher, de forma coordenada, o planeta Galiza na esfera das esquerdas transformadoras. E faze-lo, quanto menos, em tres parámetros.
Primeiramente consolidar a participaçom de activistas do país em foros de debate e coordenaçom. Lugares como os FSM ou diversos encontros internacionais temáticos onde é precisso participar, tomar a palavra e de forma constante ao regreso ao Pais, esforçar-se por difundir e comunicar o alí discutido e partilhado.
Num segundo lugar, tentar ampliar a presença de activistas com vissom de pais em acçons políticas de envergadura internacional, como pode ser missons de apoio as luitas transformadoras em América Latina (MST, Zapatistas, povos indígenas,…), no marco dos paises árabes, ou em acçons de activismos coordenados com vontade de trascender a esfera pública e romper a lógica sistémica da cooperaçom internacional ponhendo em valor a acçom política como práctica solidaria.
Finalmente explorar as vías para que militantes dos movementos, com perfiles políticos e intelectuais específicos, poidam participar, aportando e recevendo experiencias, em processos de transformaçom política, especialmente no laboratorio das esquerdas que segue a ser América Latina, participando activamente de processos constituintes como podem ser os que tenhem lugar em Venezuela, Bolivia ou em diferente medida, em outros paises aderidos ao ALBA.
Pero que pode tirar a pluralidade da esquerda nacional de umha estrategia como esta? Alem de ponher o pais no mapa como elemento central, fomentar umha canteira activista impregnada de novas culturas políticas e de mobilizaçom, achegar a Galiza a questom do sur global essencial para comprender os fluxos dos processos de confrontaçom antisistémica actuais e por vir, alterar a percepçom timorata e caritativa que grandes partes da juventude tenhem ao respeito do mundo nom occidental, e achega-la a umha cultura radical, consciente e solidaria ou eleborar novos marcos de conexom com umha Galiza exterior cada vez máis diversa e fundamentalmente desconectada das dinámicas antagonistas existentes no pais.
Castelao adoitava dizer que "os bos galegos somos expatriados anque vivamos en Galiza". Porem, é hora de ponher a este pais com força no horizonte dos movementos de emancipaçom. Porem, para todo isto som precissas quando mínimo, dúas premissas. Umha ideológica, ao respeito de olhar o mundo sempre desde umha óptica poscolonial. E umha outra estratégica, a hora de pensar esta coordenaçom como um elemento táctico no que devem coordenar-se todas as sensibilidades dos movementos de esquerda no pais, sem vontades hegemoniçadoras e aproveitando, no contexto actual de clara atomizaçom, para empregar o terreio de pensar a Galiza global como um espaço de confluencias e um campo para as alianças.






Xavier Simón


















